Guimarães participa no projeto da Associação Salvador “+Acesso para Todos – Por Comunidades Mais Inclusivas”

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Guimarães participa no projeto da Associação Salvador “+Acesso para Todos – Por Comunidades Mais Inclusivas”

Melhorar as condições de acessibilidade física para todas as pessoas foi o repto deixado na apresentação pública do projeto “+Acesso para Todos – Por Comunidades Mais Inclusivas”, promovido pela Associação Salvador e apoiado pela Portugal Inovação Social que se realizou no dia 04 deste mês no Centro Cultural Vila Flor.

O evento, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, serviu para dar a conhecer a proposta de atuação que este projeto apresenta para sensibilizar a sociedade para a necessidade de olhar para as questões da inclusão com mais atenção.

Desta forma a autarquia, enquanto investidor social, junta-se a mais 14 municípios portugueses na missão de acabar com as barreiras arquitetónicas existentes e que a legislação em vigor há mais de 20 anos não é suficiente para as abolir.

Segundo Salvador Mendes de Almeida, o fundador da Instituição Particular de Solidariedade Social que atua na área da deficiência motora, falta colocar em prática esta lei e, desta forma, “mudar Portugal”. “O município de Guimarães tem um plano de acessibilidades mas ainda mais importante, do meu ponto de vista, são duas questões: a questão da fiscalização e a questão da sensibilização”, começou por dizer Salvador Mendes de Almeida.

Além de desenvolver ações de sensibilização, este projeto prevê a realização de ações de capacitação para docentes, não docentes e alunos da comunidade escolar, um evento para distinguir as empresas locais, a elaboração de um manual de boas práticas e a atribuição de um selo de acessibilidades.

O presidente da Associação Salvador diz que é essencial trabalhar com os agentes locais porque são eles que conhecem os respetivos territórios. “Queremos o contributo de todas as organizações que possam fazer parte disto”, com a intenção de pôr “o tema em cima da mesa” e se voltar “a falar sobre a temática para ela ganhar cada vez mais importância”.

“A educação não transforma o mundo mas transforma cada um de nós que transforma o mundo a partir da sua casa e da sua família”, referiu a vereadora da Ação Social, Paula Oliveira, na abertura deste evento depois de frisar o trabalho desenvolvido pelo município na promoção das acessibilidades e da inclusão.

A responsável da Gestão de Projetos de Acessibilidade da Associação Salvador, Joana Gorgueira, enquanto apresentou em pormenor o projeto foi dando exemplos das dificuldades que as pessoas com mobilidade reduzida enfrentam no dia-a-dia.

Sara Coutinho, embaixadora da Associação Salvador, será uma intermediária essencial para o sucesso deste projeto e está orgulhosa pela cidade onde nasceu aderir ao “+Acesso para Todos – Por Comunidades Mais Inclusivas” porque há muitas pessoas em casa por causa das barreiras existentes à respetiva mobilidade. “Todos nós, seres humanos, temos capacidade para superar as nossas dificuldades. A minha vida é disso exemplo. Quero que este projeto seja o início de tudo”, disse. “Quero ver pessoas a socializarem de uma forma completamente inclusiva e que as pessoas possam realmente viver. Eu acho que nós estamos a caminhar a passos muito largos de poder melhorar a vida de muita gente muitas pessoas”, concluiu.

Domingos Bragança assumiu que o município não tem dado a atenção necessária a esta necessidade, referiu que é preciso ser mais exigente. “Temos que corrigir o passivo que se instalou nas acessibilidades”, começou por admitir o presidente da Câmara Municipal de Guimarães. “Precisamos de um planeamento urbanístico que olhe com mais atenção para estas necessidades. Quero uma cidade e um território de Guimarães mais inclusivos, para todos”, concluiu.

O passeio de sensibilização realizado pelas ruas da cidade no final da apresentação formal do projeto demonstrou, desde logo, a pertinência deste projeto para dar resposta a cerca de um milhão de pessoas que, em Portugal, tem mobilidade condicionada. Embora o edifício do Centro Cultural Vila Flor esteja classificado como acessível, a entrada principal apresenta um degrau e alguma irregularidade no terreno que não permite o acesso de pessoas que utilizem cadeira de rodas. A entrada tem que ser efetuada pelo estacionamento subterrâneo ou através do estacionamento das traseiras que permite a passagem através de uma rampa.

Segundo a notícia avançada no site do município, esta iniciativa além de ser desenvolvida em estreita colaboração com o Fórum Municipal das Pessoas com Deficiência e com o Balcão da Inclusão, vai contar com a colaboração de um conjunto de serviços municipais, nomeadamente com a Divisão de Educação e com o Departamento de Desenvolvimento do Território, que já identificaram os devidos interlocutores para acompanhar o desenvolvimento deste projeto no nosso concelho.

 

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O Fórum Municipal das Pessoas com Deficiência é um órgão informal de debate, de consulta e informação que funciona com o apoio da Divisão da Ação Social da Câmara Municipal de Guimarães e que, em 2018, completa 15 anos de existência. Composto por representantes de associações e instituições públicas e privadas, pessoas com deficiência e respetivos representantes o Fórum assume como principais funções a promoção e organização de debates temáticos e de ações e projetos de interesse para as pessoas com deficiência, assim como a apresentação de propostas e sugestões dirigidas a este público. Podem fazer parte do Fórum associações e instituições públicas e privadas, com personalidade jurídica, pessoas com deficiência e seus representantes. Os membros devem ser registados.

1 comentário

Luis GorgueiraPublicado em5:57 am - Mai 17, 2022

… Só acções, como esta, produzem efeitos…os meus parabéns… “p’rá frente é o caminho”…

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