{"id":2888,"date":"2024-04-16T10:20:29","date_gmt":"2024-04-16T10:20:29","guid":{"rendered":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/?p=2888"},"modified":"2024-05-14T11:03:11","modified_gmt":"2024-05-14T11:03:11","slug":"uma-rosa-sem-espinhos-nao-seria-tao-forte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/?p=2888","title":{"rendered":"<strong>Uma rosa sem espinhos n\u00e3o seria t\u00e3o forte<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 de Fafe mas vive em Guimar\u00e3es h\u00e1 quase sete d\u00e9cadas. Aos cinco anos contraiu poliomielite, uma doen\u00e7a viral que afeta o sistema nervoso central e que veio a transformar a forma como teve que encarar a vida. Faz parte da delega\u00e7\u00e3o de Braga da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Pessoas com Defici\u00eancia e viu nascer e crescer o F\u00f3rum Municipal das Pessoas com Defici\u00eancia de Guimar\u00e3es. S\u00e3o 20 anos de uma hist\u00f3ria comum, mas \u00e9 a de Rosa Mota Guimar\u00e3es que agora se vai contar.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Nasceu em Freitas, uma aldeia no concelho de Fafe onde n\u00e3o havia \u00e1gua canalizada nem eletricidade e onde as pessoas viviam apenas da agricultura. \u201cQuem tinha terra pr\u00f3pria cultivava, quem n\u00e3o tinha, tentava cultivar na terra de outras pessoas que n\u00e3o queriam cultivar\u201d, come\u00e7a por descrever Rosa Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>O pai ainda viu o mundo num punhado de anos enquanto emigrante e a m\u00e3e, 14 anos mais nova, tamb\u00e9m via que o mundo que a aldeia fafense apresentava n\u00e3o dava futuro a uma filha com poliomielite e as respetivas sequelas f\u00edsicas na marcha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cA casa onde eu vivia era uma casa, de facto, muito antiga, que tamb\u00e9m n\u00e3o tinha \u00e1gua nem eletricidade e onde eu os meus irm\u00e3os estud\u00e1vamos \u00e0 luz da candeia de petr\u00f3leo e a \u00e1gua era trazida em c\u00e2ntaros de barro \u00e0 cabe\u00e7a ou ao ombro\u201d.<\/strong><strong> Rosa Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs pessoas tinham uma vida muito dif\u00edcil, com muita pobreza, os mi\u00fados andavam descal\u00e7os no inverno, iam para a escola descal\u00e7os nos dias de geada e os adultos, a maior parte das vezes, tamb\u00e9m andavam descal\u00e7os\u201d, acrescenta. Restavam a estas gentes os socos de madeira, cujo barulho, se lembra, de ouvir ao compasso dos sinos da igreja que ainda lhe acodem para musicar a mem\u00f3ria desses tempos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi aos cinco anos que Rosa Guimar\u00e3es, a \u00fanica rapariga de cinco filhos, teve paralisia infantil e, por causa desta doen\u00e7a esteve dois anos a viver no Porto, longe dos pais, para conseguir realizar os tratamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo se pagava, n\u00e3o havia Sistema Nacional de Sa\u00fade antes do 25 de Abril, estando os cuidados de sa\u00fade a cargo das fam\u00edlias. N\u00e3o havia hospitais e m\u00e9dicos espalhados pelo pa\u00eds ou o respetivo acesso assegurado a todos os portugueses. E foi a muito custo que os pais de Rosa Guimar\u00e3es lhe conseguiram garantir as terapias necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVinha da terra o que com\u00edamos, os animais eram alimentados com produtos da terra. E os meus pais, embora n\u00e3o tivessem grandes meios econ\u00f3micos, fizeram tudo o que era poss\u00edvel para me levar a um especialista no Porto que tratava estas doen\u00e7as e o m\u00e9dico aconselhou um tratamento que s\u00f3 podia ser feito l\u00e1 no consult\u00f3rio dele\u201d, recorda a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram anos dif\u00edceis que a remetem para a bonita vista da janela do rio Douro, que ajudava a aliviar as saudades da fam\u00edlia distante e a esquecer o cheiro dos colch\u00f5es ao ar, nas soleiras da porta das muitas pessoas que faleciam em casa. \u201cO meu \u2018desporto\u2019 favorito era sentar-me numa esp\u00e9cie de marquise e ver os barcos, o movimento na Alf\u00e2ndega e sentar-me na porta da casa onde vivia a apreciar a vida das pessoas, que tamb\u00e9m viviam muito mal. Eu notava que morria muita gente, porque punham os colch\u00f5es \u00e0 porta e desinfetavam com aquelas coisas que cheiravam pela rua toda\u201d, descreve.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da primeira fase de tratamentos, aos sete anos, j\u00e1 com alguma autonomia, regressou a casa e foi para a escola que ficava quase a tr\u00eas quil\u00f3metros, uma dist\u00e2ncia que fazia a p\u00e9. \u201cA minha m\u00e3e ajudava-me na parte mais dif\u00edcil do caminho, porque era uma parte cheia de \u00e1gua com muita lama, e depois eu ia sozinha. \u00c0s vezes o meu irm\u00e3o mais velho tamb\u00e9m me ajudava, porque ele andava na mesma escola\u201d, revela. Outras vezes, negociava com as colegas o apoio nos trabalhos de casa em troca de companhia no regresso. \u201cElas diziam: \u2018Temos que ir r\u00e1pido para fazer os deveres\u2019 e eu dizia: \u2018Mas ent\u00e3o vamos devagar e eu ajudo-vos a fazer os deveres\u2019. E assim tinha companhia quase at\u00e9 casa\u201d, esclarece.<\/p>\n\n\n\n<p>No recreio todas as crian\u00e7as misturadas juntavam-se para brincar e, nos dias de muito frio, se aquecerem na fogueira alimentada a restos de lenha que havia por l\u00e1. \u201cFazia-se uma fogueira muito grande, porque os mi\u00fados vinham descal\u00e7os pela geada e aquec\u00edamo-nos ali antes de entrarmos na escola\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi de lousa e pena em punho que chegou \u00e0 4\u00aa classe. Das provas recorda-se dos borr\u00f5es nas folhas de linhas pela falta de jeito a utilizar o tinteiro. &nbsp;\u201cEu achava que n\u00e3o podia fazer nenhuma tarefa da agricultura e os meus pais tamb\u00e9m, ent\u00e3o pensaram em dar-me uma profiss\u00e3o\u201d, admite. A m\u00e3e de Rosa Guimar\u00e3es gostava muito que ela fosse costureira, mas ela queria ser professora e ent\u00e3o os pais fizeram tudo o que podiam para realizar esse desejo. \u201cEu e uma prima minha fomos para o Liceu mas tivemos que arranjar uma casa para residir em Guimar\u00e3es\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegou \u00e0 Cidade Ber\u00e7o com 11 anos. Visitava os pais nas f\u00e9rias de Natal, da P\u00e1scoa e de ver\u00e3o porque os transportes p\u00fablicos para a aldeia eram escassos. \u201cNo Liceu, eu senti que era diferente das colegas da cidade, n\u00e3o nos vest\u00edamos como elas, vest\u00edamos uma roupa mais pobre n\u00e3o vest\u00edamos tanta roupa. Recordo-me dos meus pais fazerem-me uma roupa para vir para aqui, uma roupa tipo col\u00e9gio, feita numa costureira que havia na aldeia muito boa, mas aquilo era apenas uma roupa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na casa onde estava hospedada havia gente muito interessante, que lia muito, e foi no seio desta fam\u00edlia que aprendeu a ler e a escrever. Completou o 5.\u00ba ano e quis logo fazer o curso de magist\u00e9rio, porque queria \u201cser independente, economicamente, o mais depressa poss\u00edvel \u201ce deixar de estar \u201ca sacrificar\u201d os pais que gastavam muito dinheiro com ela. Em Braga teve que ir a um Delegado de Sa\u00fade por causa dos problemas de mobilidade f\u00edsica. \u201cEu fiquei muito admirada. Por acaso, n\u00e3o fui sozinha, fui com a senhora da casa onde estava hospedada e o senhor mandou-me despir de cima a baixo para ver se eu tinha capacidade para ensinar. Foi uma coisa que me custou bastante, mas comecei a perceber que as coisas n\u00e3o eram f\u00e1ceis\u201d, confessa.<\/p>\n\n\n\n<p>No Magist\u00e9rio encontrou um ambiente austero e fechado mas bastante camaradagem por parte dos colegas para ultrapassar alguns momentos dif\u00edceis por que passou, nomeadamente, o falecimento de um irm\u00e3o. Depois de terminar o curso, decidiu concorrer para Guimar\u00e3es e foi colocada numa escola que considerava \u201cpraticamente igual\u201d \u00e0 escola onde estudou. \u201cOs alunos tamb\u00e9m descal\u00e7os, com fome, n\u00e3o havia cantina e eles iam a casa, ou ent\u00e3o levavam um bocado de p\u00e3o e ficavam assim o dia todo\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSa\u00ed do Magist\u00e9rio, no ano seguinte fui logo posta numa escola isolada, sem ningu\u00e9m, com cerca de 40 alunos da 1.\u00aa, 2.\u00aa, 3.\u00aa, 4.\u00aa classes e eu tive de me desembara\u00e7ar. N\u00e3o havia ningu\u00e9m, n\u00e3o havia empregada, t\u00ednhamos que ser n\u00f3s a limpar a sala, faz\u00edamos as limpezas necess\u00e1rias e no primeiro dia de aulas t\u00ednhamos de matricular os mi\u00fados\u201d, enumera.<\/p>\n\n\n\n<p>Valeu-lhe uma vizinha da escola que lhe ensinou os procedimentos e recomendou-a a ser dura com os mi\u00fados. Rosa Guimar\u00e3es, diz que a ajuda desta senhora foi preciosa, mas, enquanto partid\u00e1ria do Movimento Escola Moderna, n\u00e3o acatou o \u00faltimo conselho. \u201cDepois no ano seguinte mudei de escola fui para a escola onde essa senhora trabalhava e a\u00ed como havia muitos alunos come\u00e7ou a haver uma turma de manh\u00e3 e outra de tarde e eu podia almo\u00e7ar antes de vir, j\u00e1 n\u00e3o tinha de passar fome\u201d, refere, entre risos.<\/p>\n\n\n\n<p>O percurso como professora foi sendo feito a par e passo do percurso social e cultural que foi, cada vez mais, ficando misturado com o desejo pol\u00edtico de um regime democr\u00e1tico, assente na liberdade. Privou com Santos Sim\u00f5es, frequentava o Teatro de Ensaio Ra\u00fal Brand\u00e3o (TERB) do C\u00edrculo de Arte e Recreio e foi a\u00ed que conheceu o marido, Joaquim Guimar\u00e3es, com quem teve duas filhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da parentalidade e do casamento partilhava com ele os ideais de um pa\u00eds livre e um grupo de amigos que lhe lembra o 25 de abril enquanto marco importante na vida social e pol\u00edtica de todos os portugueses. Celebrou este dia desde o momento em que o marido ouviu na r\u00e1dio o an\u00fancio da revolu\u00e7\u00e3o. Preocupava-a a fome das crian\u00e7as e uma das a\u00e7\u00f5es individuais imediatas com a mudan\u00e7a de regime foi come\u00e7ar a dar, al\u00e9m do pacote de leite, ovos cozidos aos alunos e alunas para lhes espantar a fome. Da reuni\u00e3o realizada com os pais poucos dias depois deste dia de 1974 saiu essa decis\u00e3o, t\u00e3o importante quanto simb\u00f3lica da vontade e da for\u00e7a do povo em liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Enviuvou cedo. A esclerose lateral amiotr\u00f3fica (ELA) que o marido tinha agu\u00e7ou-lhe a vontade de lutar pelos direitos das pessoas com defici\u00eancia, causa que defendeu ao participar ativamente na atividade da delega\u00e7\u00e3o de Braga da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Pessoas com Defici\u00eancia (APD), tendo sido, inclusivamente, a primeira representante da delega\u00e7\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o nacional e na Disabled Peoples&#8217; International. Nesta altura fez tamb\u00e9m parte da Junta de Freguesia de S. Paio, em Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi em 2003 que passou a representar a delega\u00e7\u00e3o distrital de Braga da APD no F\u00f3rum Municipal das Pessoas com Defici\u00eancia de Guimar\u00e3es, aquando da constitui\u00e7\u00e3o deste grupo informal de debate, de consulta e de informa\u00e7\u00e3o, criado no \u00e2mbito do Ano Internacional das Pessoas com Defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"486\" src=\"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pregao1.fw_-1024x486-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2893\" srcset=\"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pregao1.fw_-1024x486-2.png 1024w, http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pregao1.fw_-1024x486-2-300x142.png 300w, http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/pregao1.fw_-1024x486-2-768x365.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rosa Mota Guimar\u00e3es (a segunda pessoa a partir da esquerda) participa ativamente em todas as atividades para assinalar o Dia Internacional das Pessoas com Defici\u00eancia. Domingos Bragan\u00e7a, o presidente da C\u00e2mara Municipal de Guimar\u00e3es, profere o habitual discurso rodeado pelos elementos do F\u00f3rum Municipal das Pessoas com Defici\u00eancia de Guimar\u00e3es junto \u00e0 fachada da autarquia vimaranense onde se fez a leitura do Preg\u00e3o que prosseguiu a caminhada inclusiva, em 2018. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cFaz\u00edamos sempre uma prova desportiva de atletismo aqui em Guimar\u00e3es no centro da cidade, uma corrida em cadeira de rodas\u201d, lembra Rosa Guimar\u00e3es. O F\u00f3rum surgiu para agregar as pessoas e entidades \u201cque tinham preocupa\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da defici\u00eancia\u201d. \u201cN\u00e3o quer\u00edamos institucionalizar muito, mas quer\u00edamos uma rela\u00e7\u00e3o mais estreita com a autarquia para responsabiliz\u00e1-la mais\u201d, diz a representante da APD.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos mais distra\u00eddos que a possam conhecer, na serenidade e discri\u00e7\u00e3o que manifesta, escapam-lhes o esp\u00edrito livre e avesso \u00e0s injusti\u00e7as que, depressa, se percebe com dois dedos de conversa. A sensibilidade \u00e9 outra caracter\u00edstica de Rosa Guimar\u00e3es, uma mulher \u00e0 frente do seu tempo, um tempo dif\u00edcil para todas as pessoas, mas ainda mais dif\u00edcil para todas as mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 de Fafe mas vive em Guimar\u00e3es h\u00e1 quase sete d\u00e9cadas. 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