{"id":408,"date":"2019-01-15T14:48:15","date_gmt":"2019-01-15T14:48:15","guid":{"rendered":"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/?p=408"},"modified":"2019-01-15T15:33:04","modified_gmt":"2019-01-15T15:33:04","slug":"a-sobrevivencia-do-braille-na-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/?p=408","title":{"rendered":"A \u201csobreviv\u00eancia\u201d do Braille na era digital"},"content":{"rendered":"<p>A 04 de janeiro celebrou-se o Dia Mundial de Braille. Uma data que s\u00f3 agora em 2019 a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas proclamou, em jeito de reconhecimento da import\u00e2ncia do braille para as pessoas com defici\u00eancia visual. Mas na era digital somam-se muitas ferramentas de aprendizagem e recursos tecnol\u00f3gicos de apoio que criam novos desafios \u00e0 \u201csobreviv\u00eancia\u201d deste sistema de escrita e leitura em relevo. Estar\u00e1 o sistema braille a morrer?<\/p>\n<p><!--more--><br \/>\nS\u00e3o seis pontos apenas, que combinados em duas colunas e tr\u00eas linhas permitem que as pessoas cegas acedam ao mundo da escrita e da leitura.<\/p>\n<p>Foi h\u00e1 quase 200 anos que um franc\u00eas criou este sistema de escrita e leitura em relevo para cegos que veio revolucionar a vida das pessoas com defici\u00eancia visual. Mas Louis Braille n\u00e3o imaginava que dois s\u00e9culos depois de inventar este c\u00f3digo universal, todos os anos, a 04 de janeiro, se assinalasse o Dia Mundial do Braille, finalmente reconhecido, em 2019, pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<div id=\"attachment_412\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-412\" class=\"wp-image-412 size-medium\" src=\"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/braille-99019_1280-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/braille-99019_1280-300x300.png 300w, http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/braille-99019_1280-150x150.png 150w, http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/braille-99019_1280-768x768.png 768w, http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/braille-99019_1280-1024x1024.png 1024w, http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/braille-99019_1280.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-412\" class=\"wp-caption-text\">O sistema braille \u00e9 composto por 64 caracteres diferentes, que representam as letras do alfabeto, os n\u00fameros, os sinais de pontua\u00e7\u00e3o e de acentua\u00e7\u00e3o e s\u00edmbolos importantes.<\/p><\/div>\n<p>\u201cO braille \u00e9 a forma que as pessoas cegas t\u00eam de apreender mentalmente a leitura e a escrita. A imagem mental que n\u00f3s temos da escrita \u00e9 atrav\u00e9s do braille\u201d, refere Marta Pinheiro, natural de Creixomil, Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Eduarda Azevedo, de Santa Maria de Air\u00e3o, aprendeu a ler e a escrever em braille e diz que a adapta\u00e7\u00e3o decorreu de uma \u201cforma muito natural\u201d. \u201cDesde sempre trabalhei no infant\u00e1rio com o braille, sempre foi a realidade a que estive habituada, pelo que n\u00e3o houve grandes problemas\u201d, garante.<\/p>\n<p>A m\u00e3e da jovem vimaranense chegou a aprender braille para a poder ajudar: \u201cNa altura at\u00e9 transcrevia para tinta os meus trabalhos de casa, sen\u00e3o os professores n\u00e3o saberiam o que eu fazia e ela pr\u00f3pria tamb\u00e9m aprendia\u201d, revela.<br \/>\nTamb\u00e9m D\u00eddia Louren\u00e7o est\u00e1 a aprender braille para apoiar o filho Pedro de tr\u00eas anos e conseguir acompanh\u00e1-lo quando ingressar na escola para come\u00e7ar a alfabetiza\u00e7\u00e3o. \u201cA aprendizagem inicial \u00e9 sempre feita pelo braille, come\u00e7am a aprender com a Perkin [m\u00e1quina de escrever]. Da mesma maneira que todas as outras crian\u00e7as aprendem a fazer a escrita manuscrita, o braille \u00e9 a mesma coisa. Quem n\u00e3o aprender a ler e a escrever braille \u00e9 um analfabeto\u201d, explica.<\/p>\n<p>A m\u00e3e de Pedro, que \u00e9 cego devido a um tumor cerebral, \u00e9 docente em Educa\u00e7\u00e3o Especial e colaboradora da Pr\u00f3-Inclus\u00e3o &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Docentes de Educa\u00e7\u00e3o Especial. Como tal, defende que \u201cnunca se deve dar um computador a uma crian\u00e7a\u201d enquanto ela n\u00e3o souber ler e escrever. \u201cN\u00e3o devem descurar o braille. E todo o material que for poss\u00edvel dar em braille, deve-se dar em braille\u201d, aconselha.<\/p>\n<p>Marta Pinheiro tem 38 anos, \u00e9 t\u00e9cnica administrativa no Pingo Doce de Vizela e diz que por ser \u201cpraticamente cega\u201d a aprendizagem na escola foi atrav\u00e9s do braille. \u201cDa mesma forma que os meus colegas iam aprendendo a escrever as letras, uma a uma, eu aprendia rigorosamente da mesma forma\u201d, recorda. A vimaranense fez o primeiro ciclo na escola prim\u00e1ria do Salgueiral, ingressou depois na Escola D. Afonso Henriques e fez o ensino secund\u00e1rio na Escola Francisco de Holanda.<\/p>\n<p>S\u00f3 na licenciatura em Sociologia, iniciada na Universidade do Minho e terminada, por motivos pessoais, no Algarve, \u00e9 que assume que nunca utilizou o braille. \u201cEu n\u00e3o usei o braille na universidade. Recorri a coisas digitalizadas e fiz a minha licenciatura baseada no computador, era muito mais r\u00e1pido. Havia muita coisa em suporte \u00e1udio e usava um scanner para digitalizar a informa\u00e7\u00e3o e depois converter para word\u201d, descreve Marta Pinheiro. Mas D\u00eddia Louren\u00e7o diz que n\u00e3o h\u00e1 problema a esse respeito, porque os mi\u00fados \u201cj\u00e1 aprenderam\u201d. \u201cSe calhar h\u00e1 muitos estudantes normovisuais que fazem a universidade toda sem pegarem numa caneta e escrevem no computador\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>LEGENDA: Louis Braille nasceu a 04 de janeiro de 1809 e esta foi a data escolhida para assinalar o dia mundial do sistema de escrita e leitura em relevo para cegos que o franc\u00eas inventou, em 1825, h\u00e1 quase 200 anos.<\/p>\n<p><strong>O braille e as novas tecnologias<\/strong><br \/>\nD\u00eddia Louren\u00e7o diz que \u00e9 a partir, normalmente, do 5.\u00ba ano que come\u00e7a a ser mais recorrente a utiliza\u00e7\u00e3o de outras tecnologias de apoio \u00e0 aprendizagem. As crian\u00e7as e os jovens \u201ccontinuam a utilizar o braille escrito\u201d, mas juntam outros suportes \u201cporque \u00e9 mais f\u00e1cil e r\u00e1pido de aceder \u00e0 informa\u00e7\u00e3o\u201d. Al\u00e9m da utiliza\u00e7\u00e3o da Perkins Brailler, semelhante a uma m\u00e1quina de datilografar, utilizada para se escrever em braille, pode-se recorrer tamb\u00e9m a linhas braille que s\u00e3o aparelhos inform\u00e1ticos que se ligam a um computador, telem\u00f3vel ou tablet atrav\u00e9s de Bluetooth ou USB que permitem ler em braille aquilo que aparece no ecr\u00e3 de um dispositivo inform\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u201cAgora at\u00e9 come\u00e7am a aparecer algumas linhas braille, economicamente, mais acess\u00edveis, mas \u00e9 um produto de hardware um bocadinho mais caro\u201d, admite Marta Pinheiro. E embora as linhas de braille comecem a ser cada vez mais pequenas e mais f\u00e1ceis de transportar, n\u00e3o s\u00e3o os suportes de apoio \u00e0 leitura mais usados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos ampliadores de ecr\u00e3, os leitores de ecr\u00e3 &#8211; softwares que convertem os textos que aparecem no ecr\u00e3 para um sintetizador de voz s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es mais pr\u00e1ticas para aceder \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e ao conhecimento. O leitor de ecr\u00e3, por exemplo, permite que as pessoas com defici\u00eancia visual possam ir \u00e0 internet, usar um computador, um telem\u00f3vel, um tablet de uma forma aut\u00f3noma, igual a todas as outras pessoas que n\u00e3o t\u00eam problemas de vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Trata-se no fundo de uma tecnologia que, por assim dizer, substitui o braille e, como tal, a leitura de revistas, jornais e livros em papel ou recorrendo a linhas braille. \u201cOs computadores e os meios inform\u00e1ticos substituem essa leitura do papel. N\u00f3s fazemos a mesma evolu\u00e7\u00e3o, o mesmo caminho das pessoas que veem, que cada vez menos usam livros e jornais em papel\u201d, refere Marta Pinheiro.<\/p>\n<p>Mas, segundo D\u00eddia Louren\u00e7o, h\u00e1 um risco associado \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do contacto com o braille: \u201ca destreza e a velocidade de leitura acabam comprometidas\u201d. \u201cPorque n\u00e3o temos tanto contacto com a palavra escrita, ou seja, n\u00e3o a lemos, ouvimos, \u00e9 diferente a forma de a aprendermos\u201d, completa Marta Pinheiro.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 pessoas que acham que o braille est\u00e1 a morrer, h\u00e1 outras que n\u00e3o. Eu sou da opini\u00e3o que o braille est\u00e1 adormecido para aquelas pessoas que j\u00e1 n\u00e3o o utilizam porque utilizam a tecnologia. O mesmo acontece com as pessoas que veem, quantas pessoas que a partir do momento que saem na escola n\u00e3o pegam mais numa caneta?\u201d, compara D\u00eddia Louren\u00e7o que ainda assim admite que essa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Bengala M\u00e1gica &#8211; a associa\u00e7\u00e3o de pais, familiares e amigos de crian\u00e7as e jovens com cegueira e com baixa vis\u00e3o que preside.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: right;\">\u201cQuase todas as pessoas que eu conhe\u00e7o que come\u00e7aram a fazer o seu percurso atrav\u00e9s do braille tem essa preocupa\u00e7\u00e3o de nunca perder o contacto, mas h\u00e1 alturas na nossa vida em que n\u00f3s nos deslumbramos um bocadinho com o imediatismo da parte inform\u00e1tica, das tecnologias e em que abandon\u00e1mos o braille para o resgatarmos outra vez e termos essa preocupa\u00e7\u00e3o. Se bem que depende muito de pessoa para pessoa\u201d.<\/h1>\n<h4 style=\"text-align: right;\">Marta Pinheiro<\/h4>\n<p>\u00c9 verdade que a crescente utiliza\u00e7\u00e3o de leitores de ecr\u00e3 n\u00e3o implica nenhuma atividade de leitura, no entanto Eduarda Azevedo considera que as tecnologias n\u00e3o devem ser utilizadas \u201cem detrimento do braille\u201d. \u201cO braille deve ser sempre uma ferramenta de uso e deve-se praticar\u201d, defende. \u201cPosso dizer que prefiro mil vezes ler um livro e estudar em braille do que atrav\u00e9s de um leitor de tela. Acho que \u00e9 diferente n\u00f3s termos um livro e sentir a folha e o papel e o braille, poder voltar atr\u00e1s, \u00e9 diferente do que termos um robot que l\u00ea por n\u00f3s digamos assim\u201d, compara Eduarda Azevedo.<\/p>\n<p>A jovem vimaranense estudou em Guimar\u00e3es at\u00e9 ao 4.\u00ba ano &#8211; andou na Creche e Jardim de Inf\u00e2ncia Somelos, em Ronfe, a seguir no Centro Social de Brito e fez o primeiro ciclo na escola prim\u00e1ria de Santa Maria de Air\u00e3o. Depois frequentou uma escola de refer\u00eancia para cegos em Braga e completou o secund\u00e1rio numa escola em Fafe em articula\u00e7\u00e3o com a Academia de M\u00fasica. Agora est\u00e1 no 2.\u00ba ano da licenciatura em M\u00fasica na Universidade de Aveiro. \u201cA tecnologia \u00e9 indispens\u00e1vel, mas se eu puder escolher em determinada situa\u00e7\u00e3o, escolho o braille\u201d, refere.<\/p>\n<p>As pautas de m\u00fasica s\u00e3o em braille e n\u00e3o usa audiolivros, mas mais uma vez, h\u00e1 aspetos pr\u00e1ticos que fazemos dos audiolivros uma op\u00e7\u00e3o mais leve em rela\u00e7\u00e3o aos livros em braille que, por sua vez, pesam muito, logo n\u00e3o s\u00e3o pr\u00e1ticos para transportar e ler em viagem, por exemplo.<\/p>\n<p>Marta Pinheiro preocupa-se sempre em ler algumas coisas em braille. \u201c\u00c9 por isso que recebo os jornais e revistas e tento sempre ler em braille precisamente para ter esse contacto com a palavra escrita que nos faz, realmente, muita falta\u201d, sublinha. N\u00e3o acredita que o braille se possa tornar obsoleto, pelo contr\u00e1rio, diz que \u201cele est\u00e1 sempre em transforma\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cAs linhas braille s\u00e3o a prova disso, s\u00e3o a prova mais recente da adaptabilidade deste sistema\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Marta Pinheiro \u00e9, atualmente, secret\u00e1ria da dire\u00e7\u00e3o nacional da ACAPO, tendo como responsabilidade os pelouros da juventude, cultura, educa\u00e7\u00e3o e boletins informativos. E diz que h\u00e1 muitos esfor\u00e7os que s\u00e3o feitos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aposta em manter vivo o sistema braille. \u201cMas que n\u00e3o s\u00e3o muito vis\u00edveis\u201d, adianta. Por exemplo a ACAPO teve a coordena\u00e7\u00e3o do conselho ibero-americano dos \u00faltimos dois anos, em 2017 e em 2018. \u201cE fez-se muito trabalho em comiss\u00f5es cient\u00edficas, coisas que at\u00e9 n\u00e3o s\u00e3o muito vis\u00edveis no imediato mas que a seu tempo dar\u00e3o frutos. \u00c9 uma esp\u00e9cie trabalho de formiguinha que depois vai fazer muita diferen\u00e7a na vida das pessoas\u201d, garante a dirigente associativa.<\/p>\n<div id=\"attachment_416\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-416\" class=\"wp-image-416 size-medium\" src=\"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/boletim-de-voto.fw_-300x292.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"292\" srcset=\"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/boletim-de-voto.fw_-300x292.png 300w, http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/boletim-de-voto.fw_-768x747.png 768w, http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/boletim-de-voto.fw_-1024x995.png 1024w, http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/boletim-de-voto.fw_.png 1148w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-416\" class=\"wp-caption-text\">A introdu\u00e7\u00e3o do voto em Braille vai ser utilizado pela primeira vez em Portugal aquando das Elei\u00e7\u00f5es Europeias, a realizar no dia 26 maio de 2019.<\/p><\/div>\n<p>\u201cA melhor maneira de se estimular a utiliza\u00e7\u00e3o de braille, \u00e9 estimular o prazer pela leitura. Dar-lhes desde muito cedo o contacto com a escrita e com a leitura para depois isto acontecer de forma muito natural\u201d, recomenda D\u00eddia Louren\u00e7o. Al\u00e9m do mais, a professora de educa\u00e7\u00e3o especial refere ainda que as pessoas, que ficam cegas mais tarde, t\u00eam muita resist\u00eancia em aprender braille. \u201cConseguem sempre desenrascar-se, mas h\u00e1 sempre uma diferen\u00e7a em termos de oportunidades. O braille \u00e9 sempre mais um suporte\u201d, frisa. As pessoas cegas que n\u00e3o sabem braille ficam sempre a perder na hora de identificar medicamentos e outros produtos, quando t\u00eam que andar de elevador e sempre que a informa\u00e7\u00e3o esteja apenas em braille.<\/p>\n<p>\u201cO braille nunca pode ser exclu\u00eddo da vida das pessoas cegas isso \u00e9 um ponto que tem que ficar bem claro tanto para os utilizadores como para quem projeta material acess\u00edvel. O braille tem que estar sempre presente\u201d, conclui Marta Pinheiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 04 de janeiro celebrou-se o Dia Mundial de Braille. Uma data que s\u00f3 agora em 2019 a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas proclamou, em jeito de reconhecimento da import\u00e2ncia do braille para as pessoas com defici\u00eancia visual. 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