{"id":1699,"date":"2020-10-15T16:28:49","date_gmt":"2020-10-15T16:28:49","guid":{"rendered":"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/?p=1699"},"modified":"2020-10-16T11:43:58","modified_gmt":"2020-10-16T11:43:58","slug":"covid-19-a-inclusao-e-o-regresso-a-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/?p=1699","title":{"rendered":"Covid-19: A inclus\u00e3o e o regresso \u00e0 escola"},"content":{"rendered":"<p>O F\u00f3rum Municipal das Pessoas com Defici\u00eancia de Guimar\u00e3es voltou a falar com Miguel Abreu, S\u00f3nia Silva e Eduarda Azevedo: O professor de educa\u00e7\u00e3o especial, a m\u00e3e da Carlota que tem paralisia cerebral e frequenta o primeiro ciclo e a estudante universit\u00e1ria de m\u00fasica foram entrevistados em abril. Agora, passado um m\u00eas do in\u00edcio do ano letivo 2020\/21, em jeito de balan\u00e7o do funcionamento do ensino \u00e0 dist\u00e2ncia, retratam tamb\u00e9m o regresso \u00e0s escolas em contexto de pandemia por covid-19.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Miguel Abreu \u00e9 professor de educa\u00e7\u00e3o especial e o ano passado trabalhava com seis alunos no Centro de Apoio \u00e0 Aprendizagem (C.A.A) do Agrupamento de Escolas da Aba\u00e7\u00e3o. Durante o per\u00edodo de ensino \u00e0 dist\u00e2ncia, com os tr\u00eas alunos que comunicavam foram realizadas atividades por videochamada, tais como, yoga, contar hist\u00f3rias e praticar exerc\u00edcio f\u00edsico. Com os outras tr\u00eas crian\u00e7as com multidefici\u00eancias profundas, o professor fazia videochamadas com as respetivas fam\u00edlias para conversar um pouco sobre rotinas, comportamentos, alimenta\u00e7\u00e3o e atividades a desenvolver.<\/p>\n<p>\u201cNo entanto, nenhuma m\u00e1quina substitui um professor. Educar \u00e9 um ato relacional. O c\u00e9rebro vai \u00e0 escola, mas tamb\u00e9m v\u00e3o o corpo e as emo\u00e7\u00f5es\u201d, acrescenta o docente que no atual ano letivo est\u00e1 numa Sala de Ensino Estruturado (SEE) do Agrupamento de Escolas Fernando T\u00e1vora a acompanhar cinco rapazes com transtorno do espetro do autismo, com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos.<\/p>\n<p>Miguel Abreu diz que, apesar da falta de tempo para se prepararem para a realidade do ensino \u00e0 dist\u00e2ncia, \u201cos professores portugueses revelaram o seu profissionalismo e capacidade de adapta\u00e7\u00e3o, tentando fazer sempre o melhor pelos seus alunos\u201d.<\/p>\n<p>Um elogio que S\u00f3nia Silva n\u00e3o consegue estender \u00e0 professora titular da filha Carlota que frequentava o primeiro ano do ensino b\u00e1sico numa escola do Agrupamento de Escolas Professor Abel Salazar. Foi em junho que esta m\u00e3e entregou uma exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 escola a relatar as ocasi\u00f5es em que sentiu que a filha tinha sido discriminada durante todo o ano letivo por ter paralisia cerebral e por precisar de um acompanhamento pedag\u00f3gico diferenciado dos colegas. Foi instaurado um processo disciplinar que ainda decorre, mas com o ano letivo seguinte \u00e0 porta e sabendo que a professora titular ia dar seguimento \u00e0 turma, S\u00f3nia Silva preferiu mudar a Carlota de escola, estando neste momento a frequentar um estabelecimento de ensino do Agrupamento de Escolas das Taipas.<\/p>\n<p>S\u00f3nia Silva enquanto aguarda pela decis\u00e3o do referido processo disciplinar respira de al\u00edvio por perceber que no balan\u00e7o das primeiras duas semanas de aulas, a filha tem tido uma boa experi\u00eancia junto de toda a comunidade educativa: \u201cEst\u00e1 muito feliz. Vem e vai todos os dias muito feliz. Assim que me v\u00ea conta logo as coisas que achou importante, a m\u00fasica, o que comeu. N\u00e3o estou nada arrependida, foi a melhor decis\u00e3o que tomei\u201d, assegura.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1705 alignright\" src=\"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/carlota.jpg\" alt=\"\" width=\"359\" height=\"506\" \/>H\u00e1 mais meninos com dificuldades de aprendizagem na turma da filha e S\u00f3nia Silva diz que esta \u00e9 uma oportunidade de entreajuda. Tamb\u00e9m admite que o distanciamento social se torna dif\u00edcil de manter porque a Carlota chega a dirigir-se \u00e0 professora de portugu\u00eas para dizer: \u2018Tira a m\u00e1scara e d\u00e1-me um beijinho\u2019. \u201cSe j\u00e1 lhe diz isso, a professora tem a Carlota na m\u00e3o, pode fazer o que quiser com ela\u201d, garante S\u00f3nia Silva.<\/p>\n<p>\u201cOntem [07-10-2020] chegou a casa a cantar a m\u00fasica que a professora ensinou\u201d. Desde 2017 altura em que foi a primeira vez \u00e0 Tail\u00e2ndia fazer a terapia celular, a Carlota passou de um simples \u2018ol\u00e1\u2019 para frases complexas e tem imenso vocabul\u00e1rio ao ponto de arriscar dizer \u2018liquidificador\u2019. \u201cOnde \u00e9 que isto h\u00e1 quatro anos era poss\u00edvel. Ela vai fazer oito anos, aos quatro anos ela n\u00e3o dizia nada. Parece muito mas s\u00e3o s\u00f3 quatro anos. S\u00f3 faz tr\u00eas anos do tratamento que ela fez na Tail\u00e2ndia\u201d, avalia a m\u00e3e orgulhosa.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cA Carlota tem um g\u00e9nio complicado, mas felizmente, quando quer, \u00e9 ben\u00e9fico para ela. E ela gosta muito de aprender. Eu n\u00e3o sei se ela sente a diferen\u00e7a dela para as outras crian\u00e7as mas n\u00e3o aparenta isso. \u00c9 uma crian\u00e7a muito feliz nesta fase\u201d. S\u00f3nia Silva, m\u00e3e da Carlota<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Mesmo com a terceira ida \u00e0 Tail\u00e2ndia para a realiza\u00e7\u00e3o da terapia celular adiada, a fam\u00edlia da Carlota decidiu apostar em oito semanas de terapias di\u00e1rias para recuperar \u201ca paragem e at\u00e9 o que se perdeu\u201d durante o confinamento porque foram meses sem terapia nenhuma.\u201d \u201cN\u00f3s m\u00e3es, conversando umas com as outras, not\u00e1mos que todos os nossos filhos regrediram, n\u00e3o foi s\u00f3 a Carlota, foram muitas Carlotas\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A este investimento de 8900 euros em dois meses de reabilita\u00e7\u00e3o, a m\u00e3e da menina vimaranense soma as terapias realizadas pelo sistema nacional de sa\u00fade na Associa\u00e7\u00e3o de Paralisia Cerebral de Guimar\u00e3es que reabriu no final de maio. \u201cNem todos os pais iniciaram logo por algum receio, eu fui uma das que quis ir logo no in\u00edcio porque acho que a institui\u00e7\u00e3o tem mais que capacidade para colocar todas as prote\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a para os mi\u00fados e funcion\u00e1rios\u201d, contextualiza.<\/p>\n<p>Nessa altura o maior problema da Carlota deixou de ser o v\u00edrus e passou a ser a falta de terapias porque estava sujeita a colocar todo o trabalho de reabilita\u00e7\u00e3o realizado em causa. \u201cO Estado tem que se virar para estes mi\u00fados. Todos temos que recome\u00e7ar o trabalho de reabilita\u00e7\u00e3o, as escolas, eu sei que \u00e9 complicado e \u00e9 uma pandemia mas temos que recome\u00e7ar de alguma forma\u201d, diz S\u00f3nia Silva.<\/p>\n<p>A primeira sa\u00edda de desconfinamento da Carlota foi para ir \u00e0s terapias e verificar que tanto f\u00edsica como intelectualmente se notavam retrocessos consider\u00e1veis. \u201cEla n\u00e3o saiu uma hora sequer para a rua em toda a pandemia, durante todo o confinamento. Agora vai \u00e0 terapia e vem para casa, n\u00e3o faz mais nada. N\u00e3o h\u00e1 jardim, n\u00e3o h\u00e1 shopping, n\u00e3o h\u00e1 mercado, n\u00e3o h\u00e1 av\u00f3\u201d, atesta a m\u00e3e.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de colocar a Carlota noutra escola come\u00e7ou a ganhar forma antes do final do ano letivo, mas foi depois de perceber que a reabilita\u00e7\u00e3o intensiva tinha resultado, que S\u00f3nia Silva ganhou outra confian\u00e7a para avan\u00e7ar com esta mudan\u00e7a. \u201cEst\u00e1 com mais vocabul\u00e1rio, est\u00e1 mais calma, teve uma entrada na escola espetacular. Depois do intensivo eu n\u00e3o tinha qualquer d\u00favida de que podia mudar a Carlota para qualquer escola que ela se ia adaptar muito bem\u201d, explicou.<\/p>\n<p>S\u00f3nia Silva sente que a professora \u00e9 muito dispon\u00edvel e assume que a rece\u00e7\u00e3o calorosa tem-lhe acalmado o cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e. \u201cEsta abertura e ouvir muitas vezes a palavra \u2018n\u00f3s\u2019 \u00e9 muito importante porque a Carlota s\u00f3 est\u00e1 como est\u00e1 por causa da palavra \u2018n\u00f3s\u2019\u201d, assegura.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o professor Miguel Abreu encara o desafio de mudan\u00e7a de escola com \u201cmuita energia, motiva\u00e7\u00e3o e empenho\u201d. \u201cQuando somos bem recebidos pelo agrupamento onde trabalhamos e nos orientam com profissionalismo, as coisas s\u00f3 podem correr bem\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A somar ao desafio de acompanhar alunos novos numa escola nova o professor de educa\u00e7\u00e3o especial, tal como todos os professores espalhados pelo pa\u00eds, soma uma organiza\u00e7\u00e3o log\u00edstica diferente para responder ao desafio de regressar ao ensino presencial e, ao mesmo tempo, conseguir fintar os cont\u00e1gios por covid-19. \u201cH\u00e1 muitas coisas novas a cumprir nas escolas, desde o <strong>uso obrigat\u00f3rio de m\u00e1scaras<\/strong>, o distanciamento f\u00edsico de, pelo menos, um metro, a higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os frequentemente e o cumprimento dos circuitos de circula\u00e7\u00e3o no interior da escola\u201d, enumera. \u201cTivemos que aprender todos uma nova rotina, mas para estes alunos inicialmente n\u00e3o foi f\u00e1cil, mas com persist\u00eancia e trabalho as coisas come\u00e7aram a fluir\u201d, descreve Miguel Abreu.<\/p>\n<p>S\u00e3o alunos que \u201cn\u00e3o d\u00e3o conta que estamos a atravessar um per\u00edodo de pandemia, apesar da rotina escolar se ter alterado relativamente ao ano anterior\u201d. \u00c9 por isso que todos os cuidados de higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os dos alunos, dos materiais e da sala est\u00e3o reservados aos professores e aos assistentes operacionais. \u201cNa nossa rotina di\u00e1ria, tentamos sempre distanciar os alunos, no entanto, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel\u201d, revela. \u201cAlguns destes alunos t\u00eam momentos mais agitados e, por minutos, o distanciamento \u00e9 esquecido\u201d, admite.<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os para sossegar os pais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com a possibilidade de infe\u00e7\u00e3o s\u00e3o acompanhados pela import\u00e2ncia de lhes pedir tamb\u00e9m que mantenham os cuidados essenciais para prevenirem a contamina\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus. \u201cN\u00f3s tentamos tranquilizar os pais e comprometemo-nos a cumprir as regras e pedimos-lhes para fazerem o mesmo fora da escola, todos a trabalhar para o mesmo fim \u00e9 que as coisas, supostamente, v\u00e3o correr melhor.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cEnquanto professor, as preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o muitas, nomeadamente ficar infetado e infetar a minha fam\u00edlia e os meus alunos. \u00c9 obvio que os sentimentos como medo, ansiedade e inseguran\u00e7a est\u00e3o presentes diariamente, mas \u00e0 medida que o tempo passa, a anormalidade come\u00e7a a ser normal e tentamos ao m\u00e1ximo tranquilizar os nossos alunos\u201d. Miguel Abreu, professor de educa\u00e7\u00e3o especial.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Tamb\u00e9m Eduarda Azevedo por esta altura estaria a frequentar um novo estabelecimento de ensino, mas em consequ\u00eancia da pandemia n\u00e3o conseguiu ir a tempo de se inscrever no mestrado de Musicoterapia. As aulas pr\u00e1ticas de Piano foram dif\u00edceis de rentabilizar no ensino \u00e0 dist\u00e2ncia devido ao facto desta aluna da Universidade de Aveiro ser cega. \u201cO piano \u00e9 uma disciplina pr\u00e1tica, no meu caso h\u00e1 muito contacto f\u00edsico com o professor para perceber quest\u00f5es t\u00e9cnicas, mesmo pormenores do instrumento e foi um pouco mais complicado\u201d, explica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1703 alignleft\" src=\"http:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/eduardaazevedo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"369\" height=\"251\" \/>Em meados de maio que a jovem vimaranense come\u00e7ou a sair mais de casa e entretanto tamb\u00e9m j\u00e1 retomou os treinos de goalball. \u201cLentamente fui desconfinando como toda a gente e agora fa\u00e7o uma vida normal dentro desta anormalidade\u201d, comenta. Entretanto em junho come\u00e7ou a ter aulas presenciais de piano e, por isso, optou por fazer o exame na \u00e9poca especial de setembro. \u201cDeu para recuperar, em parte, sinto que sim e o facto de ter deixado para setembro ajudou porque se fizesse o exame na \u00e9poca normal em junho quase que nem tinha aulas presenciais. Assim passei o m\u00eas de junho, julho e agosto e ainda tive uma aula em setembro que deu para aproveitar e realmente fez diferen\u00e7a\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Esta decis\u00e3o, por sua vez, atrapalhou a possibilidade de inscri\u00e7\u00e3o no mestrado, fazendo com que o ingresso na Universidade Lus\u00edada, em Lisboa, ficasse adiado por um ano. \u201cComo deixei a prova para setembro j\u00e1 n\u00e3o consegui ter vaga e tenho que esperar um ano. Eu se fizesse a prova em junho havia vagas, mas acabava por me prejudicar a n\u00edvel da licenciatura\u201d, analisa Eduarda Azevedo.<\/p>\n<p>Disciplinas pr\u00e1ticas como Coro, Orquestra e M\u00fasica de C\u00e2mara n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis com as plataformas digitais. Estas aulas em grupo ficaram, desde logo, suspensas e ficou decidido que ficavam com a nota do primeiro semestre.<\/p>\n<p>Eduarda Azevedo terminou a licenciatura com uma m\u00e9dia de 16 valores. Foram anos de muito empenho, em que teve que abdicar de muita coisa mas n\u00e3o se arrepende desta dedica\u00e7\u00e3o. \u201cD\u00e1 trabalho? N\u00e3o vamos dizer que n\u00e3o d\u00e1 porque d\u00e1 bastante trabalho porque s\u00e3o precisas muitas horas no piano\u201d, come\u00e7a por dizer. \u201cO piano \u00e9 como o desporto de alto rendimento. Se pararmos um ou dois dias, \u00e9 como um atleta que perde a forma f\u00edsica, e n\u00f3s \u00e9 igual, exige bastante trabalho. Mas olho para tr\u00e1s e acho que valeu a pena o esfor\u00e7o e estou contente\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Eduarda Azevedo n\u00e3o tenciona ficar parada este ano. D\u00e1 aulas de musicografia braille, gostava de realizar workshops de musicoterapia, de arranjar um part-time e de tocar em casamentos e batizados. Miguel Abreu enquanto professor de educa\u00e7\u00e3o especial vai continuar empenhado no processo de inclus\u00e3o em contexto escolar das pessoas com necessidades espec\u00edficas que acompanha. S\u00f3nia Silva vai manter a vigil\u00e2ncia atenta do percurso acad\u00e9mico da Carlota e a dedica\u00e7\u00e3o em angariar fundos para as terapias que garantem a melhor qualidade de vida poss\u00edvel, autonomia e independ\u00eancia da filha.<\/p>\n<p>A pandemia est\u00e1, por assim dizer, instalada nas vidas de Miguel Abreu, de S\u00f3nia Silva, da Carlota e de Eduarda Azevedo, \u00e0 imagem do que acontece com os restantes portugueses e com as pessoas em todo o mundo. \u201cAinda n\u00e3o h\u00e1 normalidade, a m\u00e1scara e o desinfetante j\u00e1 fazem parte das coisas que t\u00eam que andar connosco e tivemos que reprender novamente a viver\u201d, conclui S\u00f3nia Silva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O F\u00f3rum Municipal das Pessoas com Defici\u00eancia de Guimar\u00e3es voltou a falar com Miguel Abreu, S\u00f3nia Silva e Eduarda Azevedo: O professor de educa\u00e7\u00e3o especial, a m\u00e3e da Carlota que tem paralisia cerebral e frequenta o primeiro ciclo e a estudante universit\u00e1ria de m\u00fasica foram entrevistados em abril. 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