{"id":3068,"date":"2024-07-17T16:58:26","date_gmt":"2024-07-17T16:58:26","guid":{"rendered":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/?p=3068"},"modified":"2024-07-18T08:56:07","modified_gmt":"2024-07-18T08:56:07","slug":"territorios-culturais-a-itinerancia-em-portugal-nasceu-em-guimaraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/?p=3068","title":{"rendered":"&#8220;Territ\u00f3rios culturais&#8221;: a itiner\u00e2ncia em Portugal nasceu em Guimar\u00e3es"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cTerrit\u00f3rios culturais\u201d \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o patente at\u00e9 31 de julho na Biblioteca Municipal Ra\u00fal Brand\u00e3o, em Guimar\u00e3es, que marca a estreia do projeto Realces em Portugal. Esta iniciativa, que aposta na arte sensorial, promete uma experi\u00eancia \u00fanica a todos os visitantes, em particular \u00e0s pessoas cegas e com baixa vis\u00e3o que podem atrav\u00e9s do tato explorar as pe\u00e7as art\u00edsticas que integram esta exibi\u00e7\u00e3o e aceder \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre as obras dispon\u00edvel em braille e em \u00e1udio.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>S\u00e3o obras de v\u00e1rios artistas lus\u00f3fonos que pisam o territ\u00f3rio cultural portugu\u00eas na cidade que viu nascer este pa\u00eds: Guimar\u00e3es inaugura a viagem que se espera itinerante para esta exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s estamos muito gratos pela forma como Guimar\u00e3es recebeu o projeto de bra\u00e7os abertos\u201d, revela Jorge Vilela acrescentando que a cidade-ber\u00e7o \u201cser\u00e1 sempre a casa n\u00famero 1\u201d deste projeto. \u201cA independ\u00eancia nacional nasceu em Guimar\u00e3es. \u00c9 mesmo muito simb\u00f3lico\u201d, acrescenta o mentor do projeto Realces que foi pensado em finais de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTerrit\u00f3rios culturais\u201d promovida pelo <a href=\"https:\/\/realces.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Realces<\/a> &#8211; \u201cum projeto expositivo art\u00edstico e cultural de arte sensorial que promove a divulga\u00e7\u00e3o, a acessibilidade e a oportunidade de visualizar e apreciar arte atrav\u00e9s dos sentidos, particularmente o t\u00e1til, fator essencial na arte sensorial\u201d \u2013 \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o para toda a gente.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem o diz \u00e9 Eduarda Oliveira, uma mulher que se divide pelo mundo da sa\u00fade, enquanto pneumologista, e pelo mundo das artes enquanto professora de express\u00e3o pl\u00e1stica em pintura. Como curadora gosta de explorar a diversidade de perspetivas e de express\u00f5es pl\u00e1sticas das m\u00faltiplas vertentes art\u00edsticas e dos circuitos de produ\u00e7\u00e3o. Mas foi a primeira vez em que na sua atividade de curadoria trabalhou com o objetivo espec\u00edfico de chegar ao p\u00fablico cego e com baixa vis\u00e3o. Ou melhor, de fazer a arte chegar a estas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu penso que foi um processo relativamente f\u00e1cil\u201d, come\u00e7a por dizer Eduarda Oliveira, sublinhando que a rela\u00e7\u00e3o estabelecida com os artistas foi essencial para o desenvolvimento das obras. \u201cEsta vertente de arte sensorial, arte t\u00e1ctil, tem de facto desafios art\u00edsticos muito pr\u00f3prios e muito espec\u00edficos. O desenvolvimento dos quadros, das obras em si tem que obedecer a um determinado tipo de par\u00e2metros para que possam servir todos os p\u00fablicos e isso \u00e9 um desafio art\u00edstico para todos os artistas que colaboram no projeto, sem d\u00favida\u201d, sublinha a curadora da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTerrit\u00f3rios culturais\u201d re\u00fane obras de Ana Paula Berteotti, Ant\u00f3nio Arriscado, Irene Felizardo, Erika J\u00e2mece, Eus\u00e9bio Dias e Isma\u00ebl Sequeira. Estes artistas pl\u00e1sticos de Portugal, Angola e S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe foram convidados a explorar inquieta\u00e7\u00f5es relacionadas com a presen\u00e7a da \u00c1frica Lus\u00f3fona no territ\u00f3rio portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale a pena destacar a presen\u00e7a de Ant\u00f3nio Riscado, um artista com baixa vis\u00e3o que a equipa do Realces decidiu incluir na exposi\u00e7\u00e3o, manifestando desta forma um esfor\u00e7o de representatividade das pessoas cegas e com baixa vis\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 enquanto p\u00fablico mas tamb\u00e9m enquanto artistas.<\/p>\n\n\n\n<p>As obras criadas s\u00e3o uma forma de interrogar \u201csobre o complexo resultante do desconhecimento cultural e de viv\u00eancias condicionadas pelo eurocentrismo que ditou o desenvolvimento universal a partir do s\u00e9culo XV\u201d e de questionar \u201cigualmente como o humanismo ainda n\u00e3o \u00e9 capaz de introduzir pr\u00e1ticas que quebrem os constrangimentos provocados pela hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A abordagem art\u00edstica a esta tem\u00e1tica t\u00e3o atual estreou-se na exposi\u00e7\u00e3o integrada no Festival inclusivo de artes \u201cNo meu mundo\u201d, organizada pela Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Lusodescendentes (AILD) e pela Rede do Empres\u00e1rio que se realizou no Cam\u00f5es &#8211; Centro Cultural Portugu\u00eas, em Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a concretiza\u00e7\u00e3o deste projeto foi essencial a colabora\u00e7\u00e3o da \u00cdris Inclusiva \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Cegos e Ambl\u00edopes e da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia. Jorge Vilela destaca ainda o importante contributo de Joaquim Franco para a locu\u00e7\u00e3o do \u00e1udio sobre as obras em exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo este processo, que resultou numa aprendizagem coletiva, condicionou em parte a liberdade art\u00edstica de quem criou estas obras, mas o resultado final, apresentado a 29 de junho na Biblioteca Municipal Ra\u00fal Brand\u00e3o, veio mostrar que o Realces est\u00e1 no caminho certo e que se pode afirmar como um projeto art\u00edstico inclusivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A vice-presidente Adelina Pinto e a vereadora da A\u00e7\u00e3o Social Paula Oliveira, da C\u00e2mara Municipal de Guimar\u00e3es marcaram presen\u00e7a neste evento e manifestaram a vontade de continuar com as portas abertas a todas as exposi\u00e7\u00f5es dinamizadas pelo projeto Realces.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu penso que que foi gratificante para todos n\u00f3s, porque temos a no\u00e7\u00e3o que de facto \u00e9 um projeto recente e o in\u00edcio do projeto em Portugal, foi de facto positivo ser em Guimar\u00e3es e s\u00f3 nos d\u00e1 mais alento e mais for\u00e7a para continuar este projeto e o divulgar pelo maior n\u00famero de cidades poss\u00edveis\u201d, admite Eduarda Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia \u00e9 que todos os anos, fa\u00e7amos, pelo menos, uma exposi\u00e7\u00e3o diferente, com artistas diferentes, com temas diferentes\u201d, adianta Jorge Vilela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 o meu projeto de cora\u00e7\u00e3o\u201d, admite o designer gr\u00e1fico. Que relembra a experi\u00eancia testemunhada pelas pessoas cegas e com baixa vis\u00e3o para manifestar a confian\u00e7a na continuidade deste projeto. \u201cEu n\u00e3o tenho palavras para descrever aquilo que se passou na inaugura\u00e7\u00e3o\u201d, diz entusiasmado.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduarda Oliveira destaca tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o dos presentes na inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o que puderam experienciar, utilizando os \u00f3culos disponibilizados pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, diversos tipos de baixa vis\u00e3o e mesmo a possibilidade de utilizarem vendas e desfrutarem da exposi\u00e7\u00e3o t\u00e1til simulando a experi\u00eancia de uma pessoa cega.<\/p>\n\n\n\n<p>A acessibilidade \u00e0 arte manifestada por este projeto tamb\u00e9m est\u00e1 patente no website, em todo o processo de desenvolvimento das obras e na continuidade futura do Realces. O mentor do projeto, Jorge Vilela, diz que est\u00e1 na calha uma colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho para melhorar a experi\u00eancia da visita, por exemplo, a uma pessoa utilizadora de cadeira de rodas, mas tamb\u00e9m para investir em tecnologias que possam apoiar a descri\u00e7\u00e3o das obras.<\/p>\n\n\n\n<p>A procura de apoios atrav\u00e9s de mecenato \u00e9 um dos grandes objetivos futuros para garantir a sustentabilidade deste projeto que tamb\u00e9m faz uma aposta na sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade em geral para os problemas de vis\u00e3o e para a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inaugurada a 29 de junho, \u201cTerrit\u00f3rios culturais\u201d \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o que tem como objetivo envolver as pessoas cegas ou com baixa vis\u00e3o no universo das artes. Jorge Vilela, Eduarda Oliveira e a restante equipa e colaboradores que participaram neste processo de aprendizagem coletiva conseguiram cumprir este requisito. At\u00e9 31 de julho pode testemunhar o resultado desta exposi\u00e7\u00e3o localizada na Biblioteca Municipal Ra\u00fal Brand\u00e3o. N\u00e3o perca.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/realces_gmr-724x1024.jpg\" alt=\"\u201cTerrit\u00f3rios Culturais\u201d \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o de arte sensorial que convida todas as pessoas a descobrirem a arte atrav\u00e9s do toque.\" class=\"wp-image-3069\" srcset=\"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/realces_gmr-724x1024.jpg 724w, https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/realces_gmr-212x300.jpg 212w, https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/realces_gmr-768x1086.jpg 768w, https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/realces_gmr.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTerrit\u00f3rios Culturais\u201d \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o de arte sensorial que convida todas as pessoas a descobrirem a arte atrav\u00e9s do toque.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3072,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3068","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3068","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3068"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3068\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3074,"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3068\/revisions\/3074"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3072"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3068"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3068"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumdeficiencia.guimaraes.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3068"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}