RePlay – Laboratório de Jogos Inclusivos no Núcleo de Inclusão

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RePlay – Laboratório de Jogos Inclusivos no Núcleo de Inclusão

No dia 26 de janeiro, o Palavras Infinitas – Núcleo de Inclusão, Comunicação e Media promoveu a atividade RePlay – Laboratório de Jogos Inclusivos, uma iniciativa que teve como objetivo pensar a forma como os jogos de mesa se podem tornar mais acessíveis para todas as pessoas. No dia 20, das 15h30 às 18h30, há uma sessão de jogos em que os protótipos inclusivos desenvolvidos serão testados. 

A atividade surgiu a partir das sessões de jogos de mesa regulares no Núcleo de Inclusão, nas quais uma das participantes recriou o jogo “Quarto”, utilizando apenas papel e recortes para criar diferentes formas. Mas faltavam ainda alguns detalhes para tornar esta versão do jogo mais inclusiva, e foi a partir da reflexão nestas adaptações que se realizou este laboratório, propondo um espaço de criatividade e colaboração entre os convidados.

Esta sessão – em que estiveram presentes cerca de vinte pessoas – reuniu docentes e estudantes de Design de Produto da Universidade do Minho, especialistas em acessibilidade, criadores e aficionados de jogos e a equipa do Núcleo de Inclusão, Comunicação e Media.

O encontro começou com um momento de acolhimento e enquadramento, seguido de uma roda inicial de partilha, onde cada participante refletiu sobre a sua relação pessoal com os jogos — da infância aos formatos digitais e analógicos — e sobre o significado que estes assumem atualmente nas respetivas vidas.

A sessão teve como principais objetivos criar um espaço seguro de escuta e troca, reconhecer experiências diversas com jogos, identificar barreiras e oportunidades de inclusão e iniciar processos de redesign acessível, culminando na produção das primeiras ideias e protótipos testáveis.

Durante o RePlay, os alunos de design trabalharam em conjunto com os participantes do Núcleo de Inclusão, abordando diferentes estratégias para transformar jogos tradicionais em experiências inclusivas. A sessão permitiu tornar visíveis barreiras frequentemente ignoradas no design de jogos e reforçou a importância da colaboração entre teoria, prática e experiência vivida.

A sessão foi marcada pela troca de ideias e pela dinâmica de toda a atividade, que culminou na definição de três conceitos. Os alunos aceitaram o desafio de desenvolver os respectivos protótipos em contexto académico.

Como resultado desta colaboração, está previsto que, no dia 20 de fevereiro, durante a próxima sessão de jogos de mesa, os alunos tragam os protótipos inclusivos impressos em 3D, inspirados nas ideias geradas no Replay. 

Ainda vais a tempo de participar. Aparece e faz parte desta iniciativa que mostra como a criatividade e a colaboração podem transformar diversas atividades do dia a dia em experiências inclusivas, de diversão e acessíveis a todos.

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