Participe na Caminhada “Pessoas Diferentes, Direitos Iguais” e ajude a APCG

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Participe na Caminhada “Pessoas Diferentes, Direitos Iguais” e ajude a APCG

No dia 25 de setembro ao participar na Caminhada da Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães “Pessoas Diferentes, Direitos Iguais”, além de se habilitar ao sorteio de uma mota, está a ajudar a concretizar o mais recente projeto desta instituição vimaranense: a construção de um novo equipamento que pretende alargar a resposta social a mais 30 clientes.

A partida da XIV edição da Caminhada da APCG é dada às 10h15 no Campo de S. Mamede. Este evento é organizado em colaboração com a Câmara Municipal de Guimarães (CMG), a Tempo Livre, o Vitória Sport Clube (VSC) e a Associação de Atletismo de Braga porque, em simultâneo, realiza-se a Meia Maratona Cidade Berço de 21 quilómetros e a Mini Maratona do Centenário do Vitória SC de 10 quilómetros.

O presidente da direção da APCG, Joaquim Oliveira, acredita que esta edição da caminhada será um sucesso: “As despesas são todas suportadas pela CMG e pelo VSC e, por isso, a angariação de fundos vai ser maior porque a única despesa que temos agora é o prémio principal que é uma mota. Toda a bilhética da caminhada será para nós mas não temos que pagar as tshirts, nem as taxas de publicidade por isso no fim, de certeza absoluta, a receita vai ser bastante maior”, analisa. “E bem precisamos dela porque as obras levam-nos o dinheiro todo e queremos acabá-las até ao final deste ano”, atira.

As obras de ampliação da APCG deveriam estar concluídas em dezembro do ano passado, no entanto, devido à falta de mão-de-obra e de materiais, está previsto que o novo espaço físico desta instituição fique pronto no final deste ano.

Com a ampliação da estrutura, a APCG vai registar um aumento de 30 lugares tanto no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) como na valência de lar, duplicando a atual capacidade de resposta.

A obra tem um orçamento de 1,3 milhões de euros e conta com o apoio do programa Norte 2020 mas este atraso de execução corresponde, segundo Joaquim Oliveira, a uma derrapagem no orçamento de, pelo menos, meio milhão de euros.

Joaquim Oliveira já se prepara para o próximo desafio relacionado com a contratação de recursos humanos, nomeadamente, os assistentes operacionais. “Vamos ter uma dificuldade tremenda em pôr o espaço em funcionamento porque não se consegue pessoal para trabalhar, principalmente auxiliares por causa dos horários. Se for para trabalhar das 09h00 às 17h00, no CACI ainda se vai arranjando pessoal mas basta meter turnos, fins-de-semana ou noites, porque precisámos para o lar, e não arranjamos quase ninguém.”

A APCG paga a estes colaboradores um valor ligeiramente acima do salário mínimo mas Joaquim Oliveira considera que continua a ser pouco dinheiro “É um trabalho que merecia ter um vencimento muito mais alto só que as comparticipações da Segurança Social não acompanham a inflação, nem os aumentos, dos últimos anos, do salário mínimo”, começa por dizer. “O salário mínimo tem subido à volta dos 5/6% e nós vamos recebendo aos 2/3% de aumento de comparticipação, além da comparticipação ser feita em 12 meses e nós temos que pagar 14 meses aos funcionários. Nesta altura quase que 95% dos valores que vêm da Segurança Social são para ordenados”, revela.

As inscrições para frequentar as valências da APCG nas novas instalações estão fechadas mas para participar na caminhada ainda se aceitam até ao dia da realização da prova.

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