A análise exploratória dos dados recolhidos nos Censos 2021 – XVI Recenseamento Geral da População está disponível para consulta no relatório sobre a caracterização das pessoas com incapacidades que o Instituto Nacional de Estatística (INE) elaborou.
Esta publicação do INE apresenta a informação examinada sobre a existência de dificuldades na realização de seis tipos de atividades/funções definidas no modelo recomendado pela Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) para utilização em recenseamentos da população, que permitem uma aproximação ao conceito de incapacidade com base na funcionalidade, ou seja, como resultado da interação entre a pessoa e os fatores contextuais, e não o resultado de uma avaliação baseada em diagnósticos médicos de deficiência.
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Este texto de opinião de Tiago Fortuna (pode ler AQUI) faz uma análise crítica aos dados recolhidos nos Censos em 2021, que mereceu, inclusivamente, críticas da secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes: “Quando em 2019 criei o Modelo de Apoio à Vida Independente, eu não sabia sequer quantas pessoas com deficiência existiam. Aliás, eu só vou conseguir lançar um verdadeiro estudo para perceber isto pela primeira vez este ano, porque nem os Censos de 2021, depois de tanto trabalho e de tanta luta acabaram por ter nenhuma inovação nesta matéria”, refere considerando que a informação recolhida é “basicamente inútil”, visto que não “permite saber grande coisa”.
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