Alecrim construiu horta biológica

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Alecrim construiu horta biológica

A horta do centro de atividades ocupacionais e lar residencial Alecrim da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães já está a funcionar e os primeiros produtos hortícolas já foram colhidos e estão disponíveis para venda.

Estamos a falar de salsa, orégãos, hortelã menta, rúcula, coentros, manjericão, morangos, framboesas, tomates e hortaliças, tais como, penca, alface, pepinos, pimentos e courgette.

A par das ervas aromáticas, dos frutos e dos legumes existe uma zona em que também plantam flores como é o caso das amarílis, gladíolos e coroas de rei.

Além de aproveitar um espaço que não estava a ser utilizado, a horta tem um objetivo terapêutico, mas também pretende transmitir a mensagem que “os utentes só irão colher aquilo que plantarem, proporcionando um “sentido de responsabilidade e dedicação”.

“Os utentes têm a responsabilidade diária de regarem a horta no período da manhã e do final da tarde, principalmente nos dias de maior calor, com o recurso a regadores e acompanhamento de alguma auxiliar ou de alguma profissional”, começa por explicar a terapeuta ocupacional do Alecrim, Andreia Videira. “Os utentes têm a responsabilidade de verificarem o crescimento do fruto, de forma a que, quando estiverem prontos, sejam colhidos e vendidos”, continua.

Tirar as ervas que vão surgindo, varrer o espaço envolvente, arrumar e cuidar dos materiais que são utilizados e a colocação de estacas são outras das tarefas realizadas pelos clientes do destas valências da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães. “À medida que as plantas cresceram, foram direcionadas com a ajuda de estacas. Os utentes vão colocando atilhos e fazendo nós à volta da planta e da estaca. Isto trata-se de uma ótima atividade para treino da motricidade fina e destreza manual, explica a terapeuta ocupacional”, exemplifica a terapeuta ocupacional.

Os produtos têm sido vendidos a colaboradores da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães mas também foram colocadas fotos para venda na página de Facebook da instituição para quem estiver interessado em comprar.

Cristina Videira explica que esta tarefa é um ótimo exemplo para treinar as atividades de vida diária visto que está direcionada para a gestão do dinheiro relacionado com a venda e o pagamento dos produtos. “Para além disto, a atividade poderá ser estendida a outras, como a construção de um espantalho, construção de casa de pássaros com recurso a materiais como rolhas, espátulas, garrafas de plásticos para colocar nas árvores envolventes ao espaço, construção da placa identificativa da horta e das plantas, construção de arrumações para o material, entre outras”, enumera.

Só falta mesmo poder convidar “pessoas voluntárias da comunidade com conhecimento na área da jardinagem para auxiliarem os utentes nesta nova empreitada agrícola. Mas a atual pandemia por covid-19 boicotou este objetivo e a interação que proporcionaria foi adiada.

“A horta tem sido realmente um sucesso, uma vez que os utentes participam de forma voluntário, sem que lhes seja exigido e continuam motivados e dedicados, incentivados também pelo aparecimento dos frutos e venda dos mesmos”, diz a terapeuta ocupacional. “Para além disso, nesta altura em que se encontram restritos de muitas das atividades que tinham, é uma oportunidade para estarem ao ar livre, fora do contexto habitual”, remata.

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