Revista da Plural&Singular já saiu: 25.ª edição

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Revista da Plural&Singular já saiu: 25.ª edição

A Plural&Singular, uma revista digital dedicada à temática da deficiência e da inclusão gerida pelo Núcleo de Inclusão, Comunicação e Media, que dedica o tema de capa desta 25.ª edição à “A covid-19 e a deficiência auditiva: o silêncio da pandemia”  já está disponível para download ou leitura online gratuitos.

Esta revista digital, que completou oito anos a 03 de dezembro nesta edição de 87 páginas além de abordar as dificuldades vivenciadas pelas pessoas com deficiência auditiva relativamente ao desigual acesso à informação veiculada sobre a covid-19, as difíceis condições de comunicação em contextos de saúde, o comprometimento do aproveitamento escolar dos alunos surdos e, por último, a utilização das máscaras, que criam uma barreira à comunicação entre surdos e ouvintes também conversou com o psicólogo Jorge Pereira que analisou os desafios que a pandemia coloca às pessoas com deficiência. O psicólogo no destaque da secção Saúde e Bem-Estar dedicado “À fadiga pandémica e a população ligada à deficiência” deixou-lhes recomendações que se estendem a cuidadores, organizações e decisores.

“Verbo: Software português de comunicação aumentativa e alternativa” é o destaque da secção Tecnologia e Inovação. Esta reportagem dá a conhecer o mais recente produto da Adapt4You, uma empresa portuguesa que desenvolve soluções por medida no âmbito da acessibilidade digital, comunicação aumentativa e alternativa e ajudas de vida diária.

A secção de desporto, nesta 25.ª edição, é integralmente dedicada à canoagem e culmina no perfil de Norberto Mourão, um atleta que esteve a milímetros de conquistar uma vaga para os Jogos do Rio de Janeiro em 2016, mas já conquistou Tóquio2021.

Cultura destaca o Festival ExpressArte – Encontro de Expressões Artísticas da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Setúbal que, nesta edição de 2020, decorre de forma diferente devido à pandemia da covid-19. Nasceu há 21 anos mas como cancelar a arte, as expressões, a cultura nunca esteve em cima da mesa, este ano esta iniciativa reinventa-se ainda mais para conseguir chegar a todos.

A Plural&Singular fecha esta edição com uma “visita” à Fundação AFID Diferença que completa este ano 15 anos – aos quais acrescenta mais duas décadas de experiência de uma associação de familiares e amigos das pessoas com deficiência que começou há 35 anos este percurso de sensibilização e de criação de respostas sociais.

Pode ler ou fazer o download do PDF AQUI

Aniversário da Plural&Singular: Vídeo com “mensagens” para mundo

Para assinalar o respetivo aniversário, a Plural&Singular que completou no dia 03 de dezembro de 2020, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, oito anos decidiu desafiar os amigos desta revista digital e da entidade que a gere, o Núcleo de Inclusão, Comunicação e Media, que partilhassem mensagens que pusessem as pessoas a pensar.

Quem quiser pode ainda fazê-lo – tire uma fotografia com dois desejos, um plural e um singular e envie-nos para geral@pluralesingular.pt – a Plural&Singular tem todo o gosto em partilhar os contributos nas redes sociais e neste artigo.

PODE VER O VÍDEO AQUI

Eis o resultado da participação de todos os que aceitaram responder a este desafio aqui transcrito para as pessoas com dificuldades visuais poderem aceder às mensagens:

Imagem com o texto: 8.º aniversário da Plural&Singular – Revista digital dedicada à temática da deficiência e inclusão. O número oito a verde tem uma chama amarela em cima, a simular uma vela de aniversário, a palavra aniversário está escrita a vermelho e o logótipo da Plural&Singular a preto e verde. Pequenas pintas verdes, amarelas e vermelhas ornamentam a lateral esquerda e a direita deste postal [descrição informal])

Imagem com o texto: Se eu hoje pudesse mudar duas coisas…o meu desejo plural seria:

A Conceição Silva do lar e centro de atividades ocupacionais Alecrim diz: Que o sentido da palavra inclusão passe à ação

A ativista Alice Inácio diz: Que a invisibilidade das pessoas com surdez que usam tecnologias para ouvir e comunicam de modo verbal fosse ultrapassada e que a acessibilidade fosse inclusiva nas legendas e suportes de auxílio de escuta.

O Luís Baião do “Sim, somos Capazes” diz: O meu sonho é realizar o sonho dos outros.

O ativista Eduardo Jorge diz: Vida independente para todos.

O Paulo Correia diz: Amor e liberdade.

A Virgínia Martins da Associação de Solidariedade Social de Professores diz: Que os interesses económicos não se sobrepusessem ao bem estar das pessoas e comunidades.

O José Manuel Ferreira da Cercigui diz: Que Guimarães continue a ser a raiz, capital e iniciadora de tratar o diferente como igual.

A atleta de boccia Cristiana Marques diz: Que todas as pessoas tivessem direito a tratamento e terapias com qualidade, bem como produtos de apoio sem ter de pagar do próprio bolso, quer pela falta de resposta e demora.

A Cláudia Pires do Núcleo de Inclusão diz: Investir em educação.

A professora Paula Trigueiros diz: Evoluir e educar para o uso de talentos artísticos e criativos na construção de interfaces inclusivos.

A Sílvia Campos do “Sim, Somos Capazes” diz: Contribuir para uma visão mais igualitária na sociedade e uma mudança global na perceção sobre a pessoa com diversidade funcional.

A Sofia Pires da Plural&Singular diz: Ultrapassar a guerra das palavras e tornar a comunicação mais inclusiva.

A psicóloga Sara Brandão diz: Que todos percebam que são convidados no planeta terra e que, por isso, devem proteger, cuidar e preservar este cantinho e todos os seus elementos.

A Paula Teixeira da Plural&Singular diz: Mais comunicação.

A professora Sameiro Sousa diz: Que neste planeta nenhum jovem, nenhuma mãe, nenhum pai, nenhum irmão vivesse em angústia e sobressalto a pensar no futuro dos seus.

A professora Sílvia Teixeira diz: Que todos tenham as mesmas oportunidades neste mundo ainda tão injusto e insensível.

A psicóloga Sónia Lopes diz: Que o mundo fosse mais inclusivo.

A associada Paula Martins diz: Justiça e igualdade de oportunidades para todos.

A engenheira de reabilitação Andreia Matos diz: Que a comunicação esteja ao alcance de todos!

O associado Domingos Oliveira diz: Investir em educação: liberdade, igualdade, fraternidade.

A professora Fátima Lima diz: Que os preconceitos deixem de existir porque afetam a maior parte da Humanidade.

A Daniela Silva diz: Igualdade para todos. Conhecimento.

O juiz e escritor Álvaro Laborinho Lúcio diz: Que a inclusão universal fosse apenas uma utopia realizada.

Imagem com o texto: Se eu hoje pudesse mudar duas coisas…o meu desejo singular seria:

A ativista Alice Inácio diz: Que as pessoas deixassem de arregalar os olhos e fazer um cenário mental quando se deparam com alguém com surdez a articular oralmente e não através de gestos. A diversidade é imensa.

A fisioterapeuta Andreia Rocha diz: Que cada criança tenha o seu binóculo e que o longe se faça perto todos os dias

A Ana Luísa Costa da Cercigui diz: Que todos me vissem como eu vos vejo. Com um olhar que não vê diferenças e um coração que tudo inclui.

A atleta de boccia Cristiana Marques diz: Que um dia se construam mais casas para que todos os que forem mais ou menos capazes possam usufruir de uma vida independente, quer tenham ou não retaguarda familiar.

O ativista Eduardo Jorge diz: Movimento de pessoas com deficiência forte e unido.

Um jovem do “Sim, Somos Capazes” diz: O meu sonho era ser pasteleiro. Quem me ajuda a realizar?

A professora Paula Trigueiros diz: Que não fossem precisas tantas palavras para explicar o propósito da inclusão pelas artes e design.

A Virgínia Martins da Associação de Solidariedade Social de Professores diz: Que cada pai e mãe pusesse em prática uma parentalidade verdadeiramente consciente.

O Rafael Silva do Lar e centro de atividades ocupacionais Alecrim diz: Se hoje a minha mensagem fosse concretizada eu idealizaria que aos olhos da sociedade pudesse ser notado para além da minha deficiência

A Sílvia Campos do “Sim, Somos Capazes” diz: Afirmação do projeto “Sim, somos Capazes como referência no paradigma da inclusão social ativa e participativa de base comunitária e local: fazer mais com menos é igual a fazer diferente.

A Sofia Pires da Plural&Singular diz: Que nenhuma criança seja mais especial do que outra.

A Paula Teixeira da Plural&Singular diz: Mais inclusão.

A psicóloga Sara Brandão diz: Que as pessoas observem e ajudem mais quem os rodeia: ajudar é um privilégio, faz bem a quem ajuda e a quem é ajudado.

A Cláudia Pires do Núcleo de Inclusão diz: Alimenta a criança em ti. Brinca!

A professora Sílvia Teixeira diz: Que os corações bondosos aqueçam os amargos para também eles se tornarem generosos.

A professora Sameiro Sousa diz: Que as crianças, jovens e adultos com deficiência tenham uma vida digna.

A psicóloga Sónia Lopes diz: Que eu pratique mais equidade.

O juiz e escritor Álvaro Laborinho Lúcio diz: Que cada um substituísse a tolerância pelo outro, pelo respeito entre iguais ainda que diferentes nessa igualdade.

Sobre o autor

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O Fórum Municipal das Pessoas com Deficiência é um órgão informal de debate, de consulta e informação que funciona com o apoio da Divisão da Ação Social da Câmara Municipal de Guimarães e que, em 2018, completa 15 anos de existência. Composto por representantes de associações e instituições públicas e privadas, pessoas com deficiência e respetivos representantes o Fórum assume como principais funções a promoção e organização de debates temáticos e de ações e projetos de interesse para as pessoas com deficiência, assim como a apresentação de propostas e sugestões dirigidas a este público. Podem fazer parte do Fórum associações e instituições públicas e privadas, com personalidade jurídica, pessoas com deficiência e seus representantes. Os membros devem ser registados.

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