A Carla, a Ana Maria, a Mariana, a Rita Helena, o João, o Acácio e o Filipe são os responsáveis pela exploração do café instalado no espaço exterior do Centro e Lar Inclusivos do Polo do Paraíso (CLIPP) do Centro Social de Brito. É lá que agora os colaboradores desta instituição vimaranense fazem uma pausa, ao mesmo tempo, que dão dois dedos de conversa com o staff deste espaço.
O Centro Social de Brito ajudou na dinâmica inicial desta empreitada de montar um café, mas, entretanto, o projeto tornou-se “completamente autónomos a nível financeiro”. “Agora, com os lucros que temos, conseguimos fazer as nossas compras, aliás, são os jovens que vão às compras e que fazem primeiro a recolha de tudo o que é preciso e fazem a gestão de tudo. Apenas vem cá uma colaboradora uma vez por semana verificar se está tudo ‘ok’”, explica a diretora-técnica do Lar Residencial, Ângela Dias.
Os responsáveis são o Acácio e o João, um de manhã, o outro de tarde. Têm de tirar cafés e galões, fazer chás e servir sumos, torradas e bolos. A acompanhar têm sempre os outros colegas que ficam encarregues de lavar a loiça e de fazer a restante limpeza.
Os colaboradores do Polo do Paraíso do Centro Social de Brito passaram a privilegiar este espaço para tomarem café, o pequeno-almoço ou para lancharem. “Tínhamos ali uma máquina e eu às vezes pegava no meu copo e ia para o gabinete”, começa por dizer Ângela Dias. “Agora não. Venho com as minhas colegas, convivemos, conversamos. Estamos aqui num cantinho e não temos cafés à volta e sentimos que estávamos isolados, mas agora estamos menos”, admite.
A pastelaria que traz o pão para a instituição traz também para esta cafetaria, assim como os bolos que são vendidos num ápice. Além disso, nos dias temáticos servem francesinhas, cachorros, ou pequenos-almoços diferentes como, por exemplo, ovos mexidos.
O João faz muitas coisas e gosta de fazer muitas coisas. Hoje de manhã esteve no ginásio e teve treino de Andebol. A tarde passa-a no café. “Gosto muito mas cansa um bocadinho. Quando estava no café da minha irmã era igual”, lembra.
O João gosta de ter tudo organizado e limpo e, por isso, fica responsável por fazer as tardes e deixar a limpeza da máquina de café feita para estar pronta a servir logo de manhã cedo.
“Um ou outro não sabia fazer a gestão do dinheiro e agora aprenderam a dar troco. O Acácio sabe que uma torrada é uma moeda de cinquenta e uma de dez, sabe sempre que são sessenta [cêntimos], ou por exemplo, três de vinte. E depois já sabem que se derem um euro tem de dar duas de vinte ou quatro de dez. “Eu já fazia lá fora com a minha mãe e com o meu pai, mas agora estou a fazer mais”, conclui o João.
Sobre o autor