Cercigui apresenta projeto internacional “Turismo Inclusivo” à comunidade

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Cercigui apresenta projeto internacional “Turismo Inclusivo” à comunidade

Foi no Café Fnac, no Guimarães Shopping, que a Cercigui apresentou à comunidade o projeto internacional “Turismo Inclusivo” que, de outubro de 2017 até ao final de setembro de 2019, desenvolveu um programa de formação para melhorar a empregabilidade das pessoas com deficiência no setor do turismo.

“Uma oportunidade de difundir junto do público e entidades presentes, um projeto internacional que visa apoiar a inserção profissional de pessoas com deficiência”, avaliou a entidade numa publicação no Facebook..

 

Mais sobre o projeto

“Nós já temos esta vertente na formação profissional, mas sentiu-se a necessidade de criar um conjunto de materiais que facilitassem a integração das pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho do setor do turismo”, referiu uma das responsáveis do projeto da Cercigui, a terapeuta ocupacional Patrícia Guimarães.

Os materiais produzidos – que serão traduzidos para quatro línguas diferentes (Português, Espanhol, Esloveno e Inglês) e que serão alojados numa plataforma aberta e acessível à comunidade em geral – deverão também apoiar e aumentar as competências dos formadores e técnicos que trabalham com pessoas com deficiência e dos profissionais de turismo.

“Na Cercigui já existem dois cursos desta vertente na formação profissional – o ajudante de pasteleiro e o ajudante de cozinha – e como seguimos os referenciais nacionais para dar a formação que é creditada, estes materiais, no fundo, vão ajudar a desenvolver competências que nós achamos que estão em falha e que não são desenvolvidas de uma forma tão aprofundada como nós gostaríamos”, admite a colaboradora da Cercigui.

Patrícia Guimarães refere-se a competências sociais, relacionadas com a disponibilidade, com o rigor, com a simpatia, “todas essas características que em alguns casos é preciso desenvolver” e que são muito importantes na manutenção do posto de trabalho.

“Tivemos sessões de cocriação e com empresários e uma das coisas que apontaram como um fator que poderia impedir no fundo a continuidade do emprego era a dependência em relação ao adulto, a um par ou chefe”, realçou a terapeuta ocupacional.

Por este motivo neste projeto resolveu-se utilizar as ferramentas de tecnologia da informação e comunicação para ajudar os colaboradores de turismo com deficiência intelectual a terem uma maior autonomia nas tarefas que têm que desenvolver.

“Todos os jovens que têm um android utilizam ferramentas como o calendário, a Google Drive, o Youtube, os alarmes, o Kitchen Stories, que é uma aplicação específica de receitas e vídeos, que os podem ajudar no fundo a organizarem as tarefas que têm para desenvolver e diminuírem o nível de dependência em relação aos outros e a promover uma comunicação mais eficaz com os superiores”, explica.

O curso desenvolve-se em três módulos: um bloco de “competências interpessoais”, outro de “competências operacionais incluindo apps e softwares” e o bloco “modelo empresarial de turismo inclusivo”.

O convite para a Cercigui participar neste projeto internacional surgiu da Câmara do Comércio de Valência, mas o consórcio do projeto conta com a colaboração da AMICA (Espanha) e da CUDV DRAGA (Eslovénia), instituições que trabalham na área da deficiência e também de outras duas organizações que tem como ramo de atividade o sector do turismo – a PERFIL (Portugal), e a Câmara do Comércio de Liubliana (Eslovena).

O projeto desenvolve-se no âmbito do Programa Erasmus+, Ação-chave 2 – parcerias estratégicas.

 

Sobre o autor

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